MINHAS VIAGENS
EGITO -
CIDADES E MONUMENTOS
09 – AS PIRÂMIDES

Por: Walter Jorge de O. Almeida.

          Não poderíamos aqui, no nosso trabalho, deixarmos de abordar um dos monumentos mais antigo da humanidade e ainda existente na face da terra – As Pirâmides.
          As maiores pirâmides estão situadas na planície de Gizé ou simplesmente Platô de Gizé, são as tumbas ou cenotáfios dos faraós Quéops, Kéfren e Miquerinos, são construções que se remontam para a maioria dos estudiosos, ao período denominado Império Antigo do Egito, as quais vêm desafiando até os dias atuais, como foram construídas e os mistérios que as cercam, no entretanto, segundo os historiadores e egiptólogos, calcula-se que existem cerca de mais de 80 pirâmides já descobertas no Egito.
          Entretanto, antes das três pirâmides acima mencionadas serem construídas, outras foram construídas quase da mesma altura.
          Vamos contar o que os egiptólogos, historiadores e escritores escrevem a respeito.

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          O Antigo Egito continua atraindo a atenção e mantendo o interesse do mundo moderno, porque nos deixou esses estupendos testemunhos da sua existência, provas mais tangíveis e mais concretas do que qualquer outra dos extintos Impérios do Oriente.


As Pirâmides de Gizé

          Plínio, o historiador romano, disse que as três Pirâmides espalharam sua fama pelo mundo; hoje, mais de dois mil anos depois daquela afirmação, podemos dizer sem vacilar que o tempo não diminuiu essa fama.

          Esses antigos monumentos que desafiam o tempo, aguçam o interesse dos sábios e despertam a curiosidade dos leigos, em parte, porque surgem dos abismos dos séculos e, em parte, porque seu gigantesco tamanho pode pasmar até uma geração como a nossa, acostumada às grandes construções. Quando olhamos pela primeira vez as Pirâmides, temos a impressão de estarmos entrando num mundo longínquo, estranho; numa época própria àqueles exóticos contornos desusados. Estupefatos, perguntamo-nos: de que maneira haviam podido levantar essas gigantescas montanhas artificiais aqueles primitivos homens, rivalizando na criação com a própria natureza?

          Entre 2630 e 1640 a.C., os faraós do Egito construíram para si próprios túmulos que forma de pirâmides. Na introdução e desenvolvimento da pirâmide, tiveram papel importante considerações tanto de ordem arquitetônica como religiosa; embora unidas pela sua finalidade, as pirâmides diferem na forma, dimensões, planta e outros pormenores.

          Ao ouvirmos a palavra pirâmide, logo nos vem à mente a imagem das três enormes construções localizadas no planalto de Gizé, as quais formam, provavelmente, o mais decantado grupo de monumentos em todo o mundo. Entretanto, no período de um século que decorreu entre a construção da Pirâmide de Degraus de Djoser e a de Kéfren, mais de uma dezena de pirâmides foram erguidas.

          Depois de Miquerinos, por sua vez, inúmeros outros faraós edificaram monumentos piramidais e vários deles, embora em ruínas, ainda podem ser visitados no Egito. Arqueólogos já encontraram mais de 80 pirâmides espalhadas por todo aquele país. Qual era sua finalidade e, principalmente, como foram construídas, são duas das mais intrigantes perguntas de toda a história da humanidade e que, talvez, nunca venham a ser respondidas ou, por outro lado, talvez venham a ter centenas de respostas conflitantes, conforme o ponto de vista de cada um de nós.

          Durante o período de aproximadamente um milênio (entre 2630 e 1640 a.C.) os egípcios construíram suas famosas pirâmides, dentre as quais três delas assombram o mundo até hoje. A mais antiga que se conhece data da III Dinastia (2649 a 2575 a.C.) e era constituída por mastabas sobrepostas formando degraus. O idealizador deste tipo de construção foi o sábio Imhotep, proeminente figura do reinado do faraó Djoser (2630 a 2611 a.C.). Essa é provavelmente a única pirâmide desse tipo que foi concluída. No início da IV Dinastia (2575 a 2465 a.C.) as pirâmides começaram a ser construídas com suas paredes inclinadas e não mais em forma de degraus, sendo que as últimas datam da XII dinastia (1991 a 1783 a.C.).

          O período áureo da construção das pirâmides estendeu-se entre a III e a VI Dinastias (de 2630 a 2150 a.C.). Nessa época quase todos os faraós e muitas de suas rainhas foram enterrados em túmulos com a forma de pirâmides. Em dinastias posteriores tais monumentos também foram construídos, mas perderam muito de seu esplendor arquitetônico e até de seu significado religioso. A maior parte das pirâmides dessa época áurea foi construída na orla do deserto a oeste do Nilo, nas proximidades de Mênfis, entre a localidade de Meidum ao sul e a de Abu Rawash ao norte.

          Em egípcio esse tipo de túmulo era chamado de mer, palavra que se supõe não ter tido qualquer significado descritivo. A palavra pirâmide, por sua vez, era grafada pi-mar. Existe ainda um termo geométrico — per-em-us — usado em um tratado matemático egípcio para indicar a altura de uma pirâmide. Foram os gregos, entretanto, que chamaram tais monumentos de pyramis (plural pyramides), o que resultou na palavra pirâmide em português. Ao que tudo indica a palavra grega não deriva de nenhum vocábulo egípcio, mas trata-se apenas do nome que os gregos davam a uma espécie de doce feito com farinha de trigo. Acreditam os estudiosos que os antigos gregos associaram humoristicamente as pirâmides a essa guloseima, provavelmente porque quando vistos à distância os monumentos lhes pareciam enormes bolos.

          Do ponto de vista construtivo, a pirâmide foi uma evolução do tipo de túmulo conhecido como mastaba. De fato, a mais antiga que se conhece nada mais é do que a superposição de várias mastabas de dimensões progressivamente menores. Erguidas com rigor geométrico, as pirâmides estavam sempre perfeitamente orientadas em conformidade com os pontos cardeais e, sem dúvida, edificá-las exigiu elevados conhecimentos matemáticos e astronômicos. As três maiores, as de Gizé, foram orientadas com tanta precisão que se pode ver a estrela polar de qualquer ponto da estreita entrada. Atualmente as pirâmides só nos transmitem um pálido reflexo do que foram, pois nos mostram apenas a sua estrutura interna formada por imensos blocos de pedra, talhados e sobrepostos em degraus. Originalmente, porém, tais blocos estavam cobertos por um revestimento uniforme de pedra calcária e, assim, cada face formava uma superfície plana e polida.


Vista do topo da pirâmide de Kéfren vendo-se ainda seu revestimento.

          Na pirâmide de Kéfren ainda hoje chama logo a atenção a permanência em seu topo de boa parte desse revestimento de pedras calcárias. De modo geral elas comportavam em seu interior uma câmara mortuária contendo um sarcófago de pedra dura. Ao redor delas estendia-se uma ampla superfície coberta de lajes e delimitada por um muro.

          Elas não eram, entretanto, construções isoladas, mas sim faziam parte de um conjunto de edificações que as acompanhavam, principalmente templos e capelas, além de túmulos de familiares e dignitários do faraó. Na maioria dos casos o complexo piramidal era formado por uma pirâmide principal, uma ou mais pirâmides secundárias, um templo situado junto ao vale do Nilo, na orla da área cultivável, e outro localizado junto à pirâmide e, ainda, uma calçada, também chamada de avenida, que unia os dois templos, separados entre si, às vezes, por distâncias superiores a um quilômetro. Nas proximidades de todo esse conjunto e ocupando grandes extensões, as mastabas dos membros da família reinante e dos cortesãos, simetricamente dispostas, formavam grandes cemitérios.

          É comum encontrar-se ao lado das principais pirâmides, uma ou mais pirâmides menores chamadas subsidiárias ou secundárias. Supõem os arqueólogos que algumas se destinavam ao sepultamento das rainhas. Outras, entretanto, provavelmente não teriam tal finalidade, mas sim visavam sepultar as vísceras dos faraós, as quais eram retiradas dos corpos durante o processo de mumificação e guardadas nos vasos canopos.

          Nos escritos das pirâmides, gravados durante o Império Antigo, existe um texto destinado ao faraó e sua pirâmide. Estes textos indicam a principal função das pirâmides; conter a “essência” do faraó por toda a eternidade, segundo os mesmos textos, o faraó ressuscita e ascende aos céus para viver eternamente entre os deuses (transformado em estrela).

          As pirâmides mostram, para sua época, o grande conhecimento dos técnicos egípcios e a capacidade organizativa necessária para erigir tais monumentos com meios muitos simples. A verdade é que não se sabe com certeza como construíram, pois não há documentos antigos da época ou evidências claras que o afirmem.

          Para os egípcios a construção de suntuosos templos funerários e túmulos enormes tinha por objetivo a glorificação das divindades e do próprio faraó que, ao morrer, também se tornava um deus. Nos templos erguidos junto às pirâmides, geralmente contíguos à face leste do monumento e a elas unidos através de uma galeria como essa do conjunto funerário de Kéfren que se vê ao lado, eram celebrados os cultos fúnebres em homenagem ao rei morto. Divididos em duas partes, os templos possuíam um setor público e outro privado. O primeiro recebia cortejos e fiéis que vinham de todo o país trazendo suas oferendas. No segundo setor apenas o clero e os membros da família real podiam penetrar. Durante todo o Império Antigo esses templos, embora arquitetonicamente diferentes uns dos outros, sempre apresentavam os mesmos componentes: um vestíbulo de entrada, um pátio aberto, cinco nichos para estátuas, armazéns e um santuário. Baseados nos fragmentos de estatuária encontrados, os arqueólogos calcularam que quase 500 estátuas adornavam originariamente os complexos das três grandes pirâmides em Gizé.

          Os santuários, território exclusivo dos sacerdotes, geralmente apresentavam uma falsa-porta em sua parede oeste com um altar baixo sob ela. As oferendas eram diariamente postas sobre o altar pelos sacerdotes. Entendia-se que o que tinha valor para o morto era apenas o espírito da substância oferecida e não a sua matéria propriamente dita e, portanto, ninguém esperava que os alimentos fossem consumidos ou desaparecessem, sendo natural que ficassem intocados. Podiam, posteriormente, ser recolhidos e partilhados no seio da comunidade sacerdotal que deles fazia uso.

          As calçadas eram caminhos pavimentados e ladeados por muros altos e espessos, de tijolos ou pedras, às vezes cobertos com lajes de pedra, que ligavam o templo do vale ao templo situado junto à pirâmide principal. Em alguns casos as paredes internas desses corredores estavam decoradas com cenas esculpidas em baixo relevo e podia haver, também, estátuas do faraó postadas a intervalos regulares em nichos existentes nestas mesmas paredes.

          Os templos situados junto ao Nilo — os templos do vale — destinavam-se a receber as procissões fluviais e, para isso, geralmente dispunham de ancoradouros para a atracação de barcos e ligavam-se ao rio através de um canal. Isso permitia que a procissão funeral atingisse o complexo piramidal sem a necessidade de uma longa jornada por via terrestre. No interior dos templos, capelas de calcário abrigavam santuários.

          Após o sepultamento do faraó sua pirâmide era lacrada para sempre. Ao comum dos mortais era proibido entrar no recinto que circundava o monumento, bem como na parte mais íntima do templo funerário. Só os sacerdotes responsáveis pelos ritos estavam autorizados a ali penetrar. 

          No desenrolar dos nossos trabalhos, vamos abordar um pouco sobre todas as pirâmides e de seus vários aspectos que as envolvem, inclusive os místicos, mas as conclusões deixamos que você mesmo as tire.

          Dando continuidade aos nossos trabalhos, vamos mergulhar na Necrópole de Sakkara, ponto inicial donde se originou as construções das pirâmides.

          Aguardem.

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